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CRISE DOS 40 NOS HOMENS- IDADE DO LOBO

     
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   Segundo um estudo realizado por Eliseu Mardegan Junior,  a idade do lobo  se refere à crise da meia idade no qual todo homem passa; alguns sentem um forte impacto enquanto outros quase não sentem nada.

     A crise faz o homem repensar na vida. Se ele tinha certos princípios até então, nesta nova fase revisará a todos. 



      Qual é a idade para o homem passar pela crise do Lobo?

    Aos 40 talvez; de não se sabe, porém, esta idade é tida apenas como base, embora a cada dia aconteça mais cedo (entre os 35 a 50 anos).



     Como o homem se sente?      

     Na crise ele se dá conta de que viveu sua vida não conforme quis, mas seguindo os passos da sociedade.

     Para alguns homens se torna um problema quando percebe que se privou de viver naturalmente feliz.

     Ao desvalorizar suas experiências passadas, o homem começa um processo de fazer tudo o que não fez. É nesse momento que ele entende que a felicidade não se reduz apenas na conquista de bens materiais, mas sim na realização de seus sonhos.



     O que pode contribuir para o surgimento da crise?
      
   Algumas situações podem favorecer a entrada nesta crise como: um problema profissional, filhos casando, problemas no relacionamento, tornar-se avô, a ameaça do declínio sexual, mudança na aparência física, problemas de saúde, falecimento de um ente querido ou até mesmo diante de um fato insignificante.

      

     O que ele faz?

  1. No início o homem é resistente em assumir que está passando por uma crise, depois, os questionamentos vão aumentando até que ele pressiona a si mesmo para encontrar soluções rápidas.

    O lobo acredita que não tem muito tempo e que poderá morrer a qualquer momento; com isso, procurará fazer tudo o que não fez - mas que gostaria de ter feito. 

     As atitudes do homem em crise se resume em encontrar sentido para sua vida.

     

     O homem se questiona se fez a escolha correta do casamento e da profissão.

    Mesmo que tenha apenas pequenos problemas começa a valorizá-los como se fossem grandes, há quem põe fim ao relacionamento de anos ou muda de profissão.
      
  O lobo pode querer voltar ao passado, e expressará isto por meio de alguns comportamentos que estão relacionados a períodos da juventude:

  • Frequentar lugares que não costuma ir;
  • Beber com exagero;
  • Viver aventuras;
  • Vestir-se com roupa de garotão;
  • Mostrar interesse por esporte que antes não tinha;
  • Namorar garotas mais jovens... 

    Em relação ao trabalho ele reconhece que é extremamente importante para sua vida, embora não queira mais ficar gastando a maior parte do tempo com a prática, e o fato de ter que fazer por precisão o angustia, porque gostaria de fazer outras coisas ao invés disto. 

     Ele sente medo, mas solitário não tem para quem expor seus sentimentos.

    O homem lobo magoa a  si e aos outros,  pois muitas  vezes pode agir  com egoísmo por costumamente  pensar em suas vontades e necessidades desconsiderando o resultado das suas atitudes para com os outros.
      
    Se inicialmente ao entrar na fase do lobo ele comprou um carro esporte e procurou se relacionar com garotas mais novas, aos poucos começa a se conscientizar da situação.

     O lobo com o tempo passa a perceber que estar ao lado de uma mulher mais jovem não é tão prazeroso quanto pensava (salvo as exceções onde ocorre o amor).

     O homem observa que seu objetivo é diferente da mulher mais nova, também passa a perceber que as pessoas observam a diferença de idade quando chega aos lugares, outras atitudes que também adquiriu tornam-se sem sentido. A ter contato mais presente com a inadequação o lobo sente-se envergonhado.


   

     A ação do lobo junto a família

    O homem tem dificuldade de entender o que está se passando com ele, desta forma, culpa os outros; seus filhos e a esposa são os alvos principais.


      Os filhos
     
   Vamos partir do princípio que se o lobo não está satisfeito com o que conseguiu fazer em sua vida até o momento na crise tentará realizar-se.

     Ele poderá ficar chateado porque o filho está tendo as oportunidades que ele não teve.

    Existem papais lobos que tentam competir com seus  filhos ou  tentam realizar  o que não conseguiram através deles.

    Alguns papais frustram as iniciativas dos filhos, decidindo o que eles deveriam realizar, que geralmente é aquilo que gostaria de ter feito na juventude e não conseguiu. 

    Outro  fator  que  angustia  o  lobo é quando percebe que o filho está indo em direção a cometer os mesmos erros que ele cometeu, mas o jovem não quer escutá-lo. 

    O homem nesta crise tem tantas dúvidas sobre o modelo que até o momento seguiu e por julgá-lo inadequado não quer mais fazer o que sempre fez, mas também não sabe o que fazer.


     A esposa
     
    O lobo se sente pouco valorizado pela esposa, acha que  ela não reconhece o  sacrifício que fez. Por sua vez, a esposa não aceita ser responsabilizada por tudo que ocorre com ele, e então o conflito se instala.

    O esposo lobo muitas vezes não está pronto para ouvir as críticas da esposa  devido estar sensível a qualquer opinião negativa a seu respeito.

     O desentendimento com a esposa e com os filhos não vai levá-lo a encontrar o caminho que procura.

     A relação familiar conflituosa representa a forma que o homem lobo está consigo mesmo.


      
    A separação do lobo no auge da crise

    A separação em alguns casos surge como único meio de solucionar o problema do conflito do lobo junto com sua esposa.

    Quando ele se separa pode se envolver com várias pessoas.

   Há quem se casa durante o tumulto da crise, achando que tudo será diferente, que terá compreensão, reconhecimento. Porém, na hora em que as coisas acalmam poderá perceber que não era aquilo que gostaria de ter feito.

    O lobo poderá se arrepender de ter se separado, se prenderá a ideia de que poderia ter ficado mais ao lado dos filhos e ter cumprido o juramento que fez diante do altar “até que a morte os separe”.

    Por mais difícil que a comunicação seja durante a crise, o diálogo entre o casal deverá prevalecer.

  Sempre é possível recomeçar dentro de uma  mesma relação inúmeras vezes, desde que haja amor, companheirismo e cuidado mútuo.


   
     Saindo da crise

    A família poderá ajudar o homem lobo, uma das medidas é procurar fazê-lo entender que está passando por uma fase.

     O homem por outro lado se tentar explicar para a mulher o que está sentindo fará com que ela talvez entenda o seu modo de agir, e com certeza as brigas diminuirão.

    Às vezes o que falta para um casal é a compressão e o diálogo para que possa ocorrer o fortalecimento da relação.

     Para um casal é importante que seja dividida as alegrias, as tristezas e os sentimentos. Se cada um reconhecer seus próprios erros, agir com honestidade e incluir o outro em seus objetivos pessoais não há crise que os faça separar.
      
    O homem deve procurar valorizar tudo o que passou, inclusive ao lado da família, as experiências que teve, momentos de alegria e o companheirismo. E mesmo que venha o desejo de viver tudo o que não viveu, estará mais consciente para discernir o momento em que está vivendo.
   
    Cabe ao lobo desapegar-se aos sonhos que não foram possíveis de serem realizados e jamais ficar com raiva disso, porque a vida possui realmente certos limites (sua autoestima também dependerá disto).

     A chegada da crise é importante para que o homem se prepare para o futuro.

     O lobo começa a se resolver quando para de perder tempo em função de fazer o que até então não fez, e passa a compreender que existem coisas que jamais realizará.

     A crise é uma boa ocasião para o homem se esforçar novamente, deixar ir suas ilusões para trás, se tornar mais amigo dos filhos e parar de querer viver neles aquilo que não conseguiu. 

     O homem pode implantar no cotidiano mudanças que promovam a qualidade de vida, e procurar incluir a família nisso, respeitando ao mesmo tempo a individualidade de cada um.
      
     Caso o homem decida mudar ouvindo apenas a emoção correrá o risco de fazer algo que poderá se arrepender um dia.

     Mas quando o lobo muda de forma consciente, planejada, com conhecimento no que verdadeiramente é e ainda com base em experiências passadas - jamais se arrependerá.

   Esta crise serve para o homem que agora está mais livre das imposições da sociedade, reorganize suas prioridades e crie um sonho mais real e atingível.

     Se o  homem  souber  aproveitar o momento do lobo,  agora com mais maturidade e experiência agirá diante de um novo modelo de vida pautado em si mesmo, e sairá desta crise da meia idade mais fortalecido e com autoestima.

Fases do lobo:

       Negação – O homem se desconsidera por acreditar que não conseguiu realizar o que esperava ou não tornou-se aquilo que desejava, em virtude disto, começa tentar conquistar seus desejos. Faz questionamentos mas evita respondê-los. 
      
         Revolta – Ele afirma para si mesmo que ainda é capaz de conseguir fazer tudo o que quiser.  Em vez de tentar encontrar suas respostas, tentará realizar o que ainda não vivenciou.
      
         Aceitação – Neste momento ele aceita a realidade, e para de correr tanto atrás do que não fez. Reconstrói seus objetivos em cima do que realmente precisa, encontra suas repostas e se torna mais consciente da vida.

        A crise do lobo é uma fase maravilhosa e necessária,  pois é quando o homem percebe que pode chorar e expressar seus sentimentos. 
      

       
        "O importante na vida não é ter tudo que se quer, mas amar quem você é."
           Maria Cristina Santo

Site: www.psicorientacao.com

DEPOIS DE SE SEPARAR, O QUE PASSA NA CABEÇA DE UM HOMEM?


 
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 por Eduardo Yabusaki


"O homem tende a superar mais rapidamente o trauma da separação, sofre sim, mas não fica remoendo tristezas ou sentimentos saudosos do relacionamento"


Com o término do relacionamento e o impacto da nova realidade, leva-se um tempo até a poeira assentar e poder olhar além das angústias e sofrimento.
Entretanto, o homem vive uma situação por vezes ambígua: por mais que ele amasse a ex e mesmo com o sofrimento da ruptura, se vê também numa situação de alivio e liberdade. Enfim, ele se recupera mais rapidamente.
Não é incomum encontrarmos homens com pouco tempo de separação caindo na folia e correndo atrás do 'tempo perdido'. Como um adolescente, quer curtir todas as baladas e ficar com todas as mulheres que encontrar pela frente. Assim, passa a não observar os próprios sentimentos, muito menos os das pessoas com quem se relaciona, muitas vezes magoando.

Para fugir da solidão e de sentimentos mobilizados pela separação, desenvolve uma busca desenfreada para preencher todo o seu tempo com atividades, festinhas, academia - assídua - para ver se pinta alguma paquera. E bebe com os amigos para não deixar a peteca cair.

Muitas vezes, mesmo que ilusoriamente, pode viver bem, sem que se dê conta de que continua sozinho ou descrente de que possa viver um novo relacionamento.

É comum nos depararmos com quarentões que vivem na noite como adolescentes sem ter compromisso ou envolvimento mais profundo. Por um tempo pode até ser bom, mas se persistir essa condição, é um sinal de alerta. Afinal, não se pode passar o resto da vida de forma inconsequente ou sem respeitar quem esteja eventualmente ao seu lado.

Mesmo esse homem que age assim de forma compulsiva e inadvertida, tem o ideal de ter alguém, se apaixonar e amar.

Portanto, aquele homem solteiro e de bem com a vida pode viver essa situação apenas de modo aparente.
Para você que vive essa situação: acredite sempre e busque seu grande amor!

LEI MARIA DA PENHA: QUEBRE O SILÊNCIO.

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     A violência doméstica e familiar contra a mulher se constitui em uma das formas mais graves de violação dos direitos humanos, atingindo diretamente a família como um todo, necessitando assim, de intensa mobilização social para o seu combate e prevenção. Com objetivo e intensificar o trabalho de divulgação e esclarecimento sobre a Lei Maria da Penha e sua aplicabilidade, foi realizada no período de 24 a 26 de agosto no Fórum Des. Deusimar Freitas de Carvalho na Comarca de Bacabal um curso de aperfeiçoamento aos servidores da Comarca de Bacabal e demais Comarcas vizinhas com tema LEI MARIA DA PENHA: OS DESAFIOS DA PRESTAÇÃO JURISDICIONAL ESPECIALIZADA.
O Curso foi idealizado pela Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (CEMULHER) do Tribunal de Justiça do Maranhão que visa atender todo estado do Maranhão, oferecendo um conjunto de ferramentas para o combate à violência doméstica e familiar através da articulação com a Rede de Enfrentamento à violência contra a Mulher.
O projeto possui a finalidade de difundir ações de prevenção e combate à violência doméstica e familiar contra a mulher no Estado do Maranhão, através de palestras, projeção de filmes e oficinas em associações de bairros, sindicatos, igrejas, escolas, universidades e cursos de aperfeiçoamento também aos servidores de forma em geral.

O Curso foi ministrado por Servidores do Tribunal de Justiça que já atuam na Vara Especializada da Mulher, a Assistente Social e Coordenadora Administrativa da Coordenadoria   Danyelle Bitencourt Athayde Ribeiro, o Analista Judiciário e Psicólogo  Raimundo Ferreira Pereira Filho e no campo Jurídico o Bacharel em Direito Magdiel Pacheco Santos, todos com Especialização e vasto conhecimento sobre os temas abaixo trabalhados, tais como:
·       
*       *  O ciclo da violência contra a mulher.
·       * Análise principiológica e sistêmica da Lei nº 11.340/2006
·      * O instituto das Medidas Protetivas de Urgência: conceitos, espécies, ritos e aplicação;
·     *  A Lei Maria da Penha na rotina forense: atendimento ao público especializado, revitimização e instrumentais de trabalho;
·    * Peculiaridades dos crimes mais frequentes envolvendo a dinâmica doméstica e familiar: jurisprudência e doutrina.

Ao Final dos Curso os servidores fizeram uma Avaliação dissertativa sobre a temática da  violência de gênero contra a mulher, e seu enquadramento dentro das Lei 11.340/2006 LMP e do artigos do CPP e da Lei do Feminicídio.


FOTOS DO ARQUIVO PESSOAL

Os participantes

participante

Os Arquetipos de Homens

Hora de aplicar os conhecimentos

Participante

Prof. Magdiel Pacheco Santos,
Especialista em Direito Penal e Processo Penal, Gestão Pública e Filosofia do Direito

Psicológo Raimundo Ferreira

Coordenadora e Assistente Social Danyelle Ribeiro



VOCÊ É CAPAZ DE AMAR NOVAMENTE, ACREDITE.




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Avaliar o relacionamento de fora, como num filme, ajuda a assumir os seus 50% de responsabilidade, aprender com os erros e evitá-los com outra pessoa
 

Sofrer outra vez, passar pelas mesmas experiências dolorosas, perder a confiança no parceiro (a) ou mesmo desacreditar que é possível ser feliz a dois podem ser os principais medos e traumas que o fim de relacionamentos turbulentos pode causar em homens e mulheres. Após o término de um namoro, noivado ou casamento é comum que haja receio de se entregar a um novo amor por medo de passar pelos mesmos acontecimentos. Se livrar de todos os “e se” é o primeiro passo para ter um relacionamento mais saudável.

Reviver os conflitos da relação passada, pensar se um dia conseguirá se envolver com outra pessoa novamente, se culpar, culpar o ex-parceiro/ parceira e cogitar possibilidades são atitudes comuns de quem acabou de se magoar no relacionamento. Para se livrar de todos estes conflitos, a especialista em comportamento humano da CrerSerMais, Roselake Leiros, afirma que a melhor saída é encará-los. “Reconhecer e admitir conflitos são o primeiro passo. Em seguida, olhar a situação de fora, como num filme, avaliá-la e aprender com ela”, diz.

Quando a situação é vista de fora, segundo Roselake Leiros, é possível observar sem contaminação, emoção e dor. Assim, fica mais fácil reconhecer a parte que cabe a cada um dos dois e aprender verdadeiramente. “Estes aprendizados trazem confiança e vão garantir a construção de um melhor relacionamento futuro. Esse tipo de avaliação sincera possibilita assumir para si os 50% da responsabilidade que lhe cabe e aprender com isso, tornado-se uma parceria (o) melhor da próxima vez”, afirma.

Geralmente, as mulheres tendem a prolongar a dor, pois são mais emotivas. Já os homens têm um pensamento mais realista e racional. Para Roselake, a mulher tem tendência de ficar revivendo muito tempo os fatos do passado e considerando hipóteses. “Este tipo de comportamento não traz aprendizados, só favorece o sentimento de vítima, de culpa e faz com que se perca a dimensão da realidade”, explica.


Relacionamento de pais separados


Se o término de relacionamentos sem filhos já pode deixar marcas, quando envolve filhos e ex-marido/mulher, famílias, a dimensão do conflito é ainda maior e pode se estender por muito mais tempo. Para Roselake Leiros, reconstruir uma vida afetiva nestes casos requer mais cuidados. “É comum se referir ao passado com palavras desrespeitosas, guardar os sentimentos negativos, mas isso aprisionada a dor e impede a vida de fluir rumo à felicidade”, afirma. “Aprenda com o passado e se abra para o novo sempre confiando e respeitando cada parte envolvida, o ex-companheiro (a) com os novos relacionamentos, mas muito especialmente seus filhos, eles serão sua responsabilidade sempre. Assuma isso zelando por seu bem estar em primeiro lugar e incondicionalmente”, completa.

Para evitar discórdia em novos relacionamentos com filhos, é importante ter consciência que filhos são para sempre e chegaram primeiro. “Honre essa ordem, mas também reconheça que todos têm o seu lugar e importância. Portanto, tome também o seu lugar e reconheça a sua importância. Ser transparente e pontual em seu posicionamento como pai e mãe, namorado e namorada, e dizer claramente da importância e do lugar de cada um, evidenciando sempre as diferenças e importâncias de cada parte, é fundamental. Respeito e compreensão são as palavras de ordem também neste caso.”, afirma Roselake Leiros.

Para a especialista, se a pessoa não conseguir se libertar dos sentimentos dolorosos e dar a volta por cima é sinal que ainda não superou o fim, desta forma, é recomendado que busque um coaching de relacionamento ou família.

Por: Roselake Leiros é diretora da CrerSerMais – Desenvolvimento Humano.

SER MENOS





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Eu preciso aprender a ser menos.
Menos dramática. 
Menos intensa. 
Menos exagerada. 
Alguém já desejou isso na vida: ser menos? Pois é. Estranho.
 Mas eu preciso. Nesse minuto, nesse segundo, por favor, me bloqueie o coração, me cale o pensamento, me dê uma droga forte para tranqüilizar a alma. Porque eu preciso. 
E preciso muito. 
Eu preciso diminuir o ritmo, abaixar o volume, andar na velocidade permitida, não atropelar quem chega, não tropeçar em mim mesma. Eu preciso respirar. Me aperte o pause, me deixe em stand by, eu não dou conta do meu coração que quer muito. Eu preciso desatar o nó. 
Eu preciso sentir menos, sonhar menos, amar menos, sofrer menos ainda. Aonde está a placa de PARE bem no meio da minha frase? Confesso: eu não consigo.
 Nada em mim para, nada em mim é morno, nada é pouco, não existe sinal vermelho no meu caminho que se abre e me chama. 
E eu vou... 
Com o coração na mochila, o lápis borrado, o sorriso e a dúvida, a coragem e o medo, mas vou... Não digo: "estou indo", não digo: "daqui a pouco", nada tem hora a não ser agora. Existe aí algum remedinho para não-sentir? Existe alguma terapia, acupuntura, pedras, cores e aromas para me calar a alma e deixar mudo o pensamento? Quer saber? Existe.
Existe e eu preciso. Preciso e não quero.
   
Fernanda Mello

A FITA MÉTRICA DO AMOR

Para uma pequena, porém GRANDE mulher!



Texto de Martha Medeiros


Como se mede uma pessoa? Os tamanhos variam conforme o grau de envolvimento. Ela é enorme pra você quando fala do que leu e viveu, quando trata você com carinho e respeito, quando olha nos olhos e sorri destravado. É pequena pra você quando só pensa em si mesmo, quando se comporta de uma maneira pouco gentil, quando fracassa justamente no momento em que teria que demonstrar o que há de mais importante entre duas pessoas: a amizade.

Uma pessoa é gigante pra você quando se interessa pela sua vida, quando busca alternativas para o seu crescimento, quando sonha junto. É pequena quando desvia do assunto.
Uma pessoa é grande quando perdoa, quando compreende, quando se coloca no lugar do outro, quando age não de acordo com o que esperam dela, mas de acordo com o que espera de si mesma. Uma pessoa é pequena quando se deixa reger por comportamentos clichês.
Uma mesma pessoa pode aparentar grandeza ou miudeza dentro de um relacionamento, pode crescer ou decrescer num espaço de poucas semanas: será ela que mudou ou será que o amor é traiçoeiro nas suas medições? Uma decepção pode diminuir o tamanho de um amor que parecia ser grande. Uma ausência pode aumentar o tamanho de um amor que parecia ser ínfimo.
É difícil conviver com esta elasticidade: as pessoas se agigantam e se encolhem aos nossos olhos. Nosso julgamento é feito não através de centímetros e metros, mas de ações e reações, de expectativas e frustrações. Uma pessoa é única ao estender a mão, e ao recolhê-la inesperadamente, se torna mais uma. O egoísmo unifica os insignificantes.
Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande. É a sua sensibilidade sem tamanho.

Felicidades é o meu maior desejo a vc Prima. Hoje e sempre! Abraços.

A RECOMPENSA EM UM SORRISO


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Por: Charlene Magalhães
Foto: Charlene Magalhães

À noite, os meninos foram novamente ao Shopping e eu resolvi ficar no hotel, curtir um pouco mais as regalias, assistir a um bom filme e em algum canal encontrei o Cisne Negro, já o havia assistido, mas tem sempre algo de novo em cada reprise. Uma bailarina com o desafio de interpretar os dois momentos, um de docilidade e o outro de fugacidade, um lado doce e o outro voraz. Chego à conclusão que somos uma mescla de Cisne Branco e Negro, somos artistas completas. Afinal encaramos diariamente situações parecidas, pessoas tão parecidas e momentos de duros desafios. A fome chega e resolvo fazer um lanche, até poderia ir vestida no macaquinho e chinelo, quem ia notar? Mas resolvo me produzir um pouco, um belo vestido, uma leve maquiagem, uma sandália de salto Anabela, alguns reais na bolsa e uma caminhada pelas ruas tranquilas da Avenida dos Holandeses. Entre as pessoas bem vestidas em seus carrões, uma ou outra pessoa comum, assim, como eu, uma jovem, moradora de rua me atrai o olhar. De longe, ela estende a mão e me pede algum trocado. Olhei pra aquela jovem, magra, maltrapilha e suja e a convidei para tomar um lanche comigo, ela parece não ter entendido e manteve-se sentada no mesmo lugar.
Talvez ela tenha pensado que eu fosse mesmo maluca, como alguém tão maltrapilha poderia sentar-se à mesa, em um fino restaurante, cercada por pessoas tão bem vestidas e perfumadas. Com certeza ela pensou “Essa mulher só pode ser maluca!”. Sentei-me sozinha, sem celular e enquanto aguardava por alguém me atender deleitei-me na leitura do livro que havia levado. Logo chega a atendente e apresenta-me o cardápio. Considerando as limitações alimentares por conta da dieta, meu pedido foi uma Sopa de Legumes e para a viagem uma de frango, afinal, tinha convidado alguém para jantar. O pedido não demora muito, comi a sopa calmamente sempre atenta à jovem.
Ao terminar, peço a conta, pega a sopa para viagem e sigo, observo que a jovem fica atenta. Depois deita-se no chão, com a cabeça apoiada em uma caixa de papelão, ou algo parecido. Aproximo-me dela, ela levanta e fica me olhando um pouco assustada. Então pergunto o porquê de ela haver recusado meu convite.
-  A senhora tava mesmo me convidando?
- Sim.
Ela ficou em silêncio, se pensou algo, foi sábia em não proferir nenhuma palavra.
_ Qual seu nome menina?
-Miriam.
-Qual sua idade?
- Tenho 22 anos.
- Você mora mesmo na rua? Estás grávida?
- Não. Eu moro no São Francisco, mas gosto de ficar aqui.
- Você sabe ler? Não estuda mais ?
- Sei, estudei até o 5º ano, acho que não posso mais voltar a estudar.
-Por quê?
Ela volta a deitar-se no chão.
- Sei lá.
- Eu sou professora, acho que você é muito jovem, pode, se quiser, retomar sua vida. Miriam, tudo na vida da gente depende das escolhas que fazemos para nós, ninguém, além de você, pode escolher por você. Não pense que sou melhor que você, apenas fiz uma escolha diferente. Acredite, por dentro, tenho meus medos, minhas dores e em algumas situações, você é mais livre e corajosa que eu. Acredite.
A jovem olhou no fundo dos meus olhos e sorriu.
Não soube interpretar aquele sorriso, mas me pareceu algo bem espontâneo e sincero.
Entreguei a ela a sopa de frango. Antes de levantar, estendi minha mão e disse:
- Se acreditas em Deus, deixe ELE guiar sua vida. ELE é o meu guia.
Ela, estendeu sua mão também, sorriu novamente, pegou a sopa, colocou ao lado, deitou-se novamente e agradeceu.
Levantei-me e segui de volta ao hotel.
Não sei se ela comeu a sopa, se dormiu na rua, se levou em consideração qualquer coisa que eu tenha lhe dito.  Mas quanto a mim, fez uma grande diferença.
Afinal... o compromisso marcado com uma amiga que não pode comparecer por conta de alguns imprevistos, possibilitou-me um encontro ainda mais edificante.



NA ILHA DO AMOR

Vista do Hotel- Praia Grande
A distância entre minha cidade, Bacabal - MA à Capital do Estado do Maranhão , São Luís - MA, se seguíssemos em linha reta, seria de cerca de 195 km, agora entre as curvas que nos permitem cruzar por pequenas e importantes cidades de nosso estado, perfaz-se cerca de 246 km, que faríamos tranquilamente em pouco mais de 3 horas, obedecendo a velocidade  permitida, porém, dado às más conservações das estradas, com obras iniciadas desde 2012 e que já sofreu vários ajustes no cronograma de conclusão motivados, principalmente, pelos intensos períodos de chuva que todos os anos atingem a região e pela execução dos serviços de alta complexidade realizado no Campo de Perizes (colunas de brita). Essa duplicação da BR-135 faz parte do Plano de Aceleração do Crescimento do governo federal. O investimento do DNIT para esse trecho, com aditivos e reajustamentos, é de R$ 484.735.728,44, porém até a presente data, os percalços continuam e chegar a Ilha torna-se um desafio diário e o percurso que deveria ser de cerca de 3 horas, levamos cerca de 4, 5 até 6 horas.
Bem, deixando de lado as dificuldades, tirei alguns dias para olhar essa Ilha com um novo olhar, segui viagem com meus filhos e meu genro, ainda resisto a ideia de encarar uma rodovia sozinha, o medo ainda é muito presente e por outro lado, essa é a forma que tenho de manter meus filhos ligados a mim e eu a eles.
Quatro dias reservados para um descanso merecido. Ficamos hospedados no Hotel Solares Suítes Americam, localizado na Avenida do Holandeses, na Praia Grande, com uma bela vista para a Praia e ´próximos ao Aeroporto, ao  Shoppings e numa  agradável caminhada, com disposição e bom papo, em cerca de 25 a 30 min,  alcançamos o Espigão considerado o mais novo Cartão postal da cidade,  e com um dos mais belo Pôr do Sol da cidade, ele foi construído para resolver o problema da erosão na orla da Ponta d’Areia.
Vista do Hotel American
Reservamos tempo para visitas ao Centro Histórico e conhecer um pouco mais sobre a Arte Sacra, no Museu Histórico e Artístico, situado no Centro, próximo do Tribunal de Justiça do Maranhão, que no mês de maio, considerado o mês da devoção mariana, abriu, na sexta-feira (13), a exposição “Maria de Todos os Nomes”, com intuito de expor ao público imagens de Maria dos séculos XIX e XX, consideradas raras, além de apresentar as mais conhecidas pelos católicos. A exposição apresenta algumas imagens de Nossa Senhora, com obras que retratam Maria em algumas de suas invocações, onde o público poderá conferir, também, o trabalho da artesã Maria Teresa Azevedo, que apresenta alguns rosários feitos de pérolas que estão sendo comercializados no local, com valores que variam entre R$ 40 e R$ 400.
Após a visita ao Centro Histórico, seguimos para uma caminhada na Litorânea, inaugurada em 2012 e com cerca de 3,30km de extensão e abrangendo as praias do Calhau e de São Marcos, a Avenida Litorânea abrange inúmeros hotéis, bares e restaurantes, além de um amplo espaço para caminhada e outras atividades.
Arquivo Pessoal
A brisa do mar renova minhas forças e proporciona uma Paz interior além de grandes momentos de reflexão. Enquanto os filhos seguem à frente, eu sigo em passos mais lentos, observando cada detalhe, cada pessoa e cada momento como se fosse único.
No sábado reservamos para uma visita a Raposa, ocorre que imprevistos sempre acontecem, os planos foram mudados, porém agradáveis horas dividimos ao lado de minha irmã, minha sobrinha, meu cunhado, filha e genro. O filho optou por ficar no hotel . A tentativa de ganhar uma partidinha de bilhar, tênis de mesa com os campeões Manoel e Claudionor foram inúteis, precisamos treinar muito, muito mais. Nessa hora, até perder foi divertido, afinal as tentativas foram inúmeras. E o no esforço incansável ainda nos permitiu marcar alguns pontinhos, nada de 1000 a zero.


Arquivo Pessoal

Eu e Ela

Pequena Estrela

Minha Sereia


A LIÇÃO DO TEMPO



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Uma das importantes lições que tenho aprendido em minha vida é a do TEMPO. Confesso que sou extremamente ansiosa, tenho a velha mania de querer que tudo se resolva no menor espaço de tempo possível, não gosto de esperar e da mesma forma não gosto de deixar ninguém me esperando. Essa velha fama ou como alguns preferem denominar, CULTURA DO ATRASO que nós brasileiros temos de sempre chegarmos atrasados em nossos compromissos já está mesmo enraizado/consolidado. Os que gostam e são pontuais é que sofrem e precisam exercitar sua paciência e tolerância das formas mais diversificadas possíveis, ou ler, escuta uma música, aprecia a paisagem, afinal, esperar assim é bem melhor: não estressa tanto e ainda se adquire conhecimento. Com essa cultura de se aceitar esse atraso como natural não há relógio ou celular que dê jeito.
O difícil da espera é quando certas decisões em nossa vida, depende do outro, ficamos estagnados, aguardando uma resposta que nunca temos certeza qual será, afinal, o outro tem também o seu tempo e essa espera é realmente angustiante. Nossa vida é constituída de fases, ciclos que se abrem e fecham em determinado tempo. Algumas pessoas gostam de viver tudo de forma intensa e até de certa forma impensada, apenas aproveitam cada minuto, cada segundo. Outras, no entanto são ponderadas, analisam, refletem, questionam, com todo respeito, o medo de errar é tão grande que na minha singela opinião acabam não vivendo, e às vezes nos impedem de vivermos muitas coisas juntos.
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Mas, de certa forma, os acelerados acabam aprendendo alguma coisa, e uma delas é aprender a esperar o TEMPO DE DEUS, pois Ele sim é o SENHOR DO TEMPO e quando aprendemos que DEUS é quem determina o tempo de começar e o tempo de acabar e aceitamos esperar o TEMPO DELE, entramos em um relacionamento seguro, sem feridas, sem medo, sem temores, algo maduro  e edificante para ambos. 
Portanto, ESPERAR,nada mais é que nos tornarmos pessoas saudáveis, antes  de nos tornarmos casáveis.
Esperar, é não nos deixarmos levar tão somente pela emoção e tomar cuidado para não vivermos paixões relâmpagos, mas conhecer seu futuro parceiro(a) sem queimar etapas, desenvolvendo uma amizade segura e confiável.
Se você saiu de um relacionamento recente, aprenda a esperar e não tenha pressa de engatar em uma nova relação até está plenamente curado da anterior. Entenda que AMOR não é bandaid, só o tempo cura as feridas.
Acredite, ESPERAR EM DEUS é crescer, amadurecer!
Significa ESTARMOS PRONTOS. Afinal de nada adianta esperar a pessoa certa, se você é a pessoa errada. Esse tempo te fará ganhar maturidade, adquirir sabedoria e sapiência, ser tolerante e se tornar a pessoa certa. 
Viva essa espera e tenha uma relação sobrenatural com Deus que marcará sua vida para sempre e ELE (somente ELE) te conduzirá para uma relação duradoura e plenamente FELIZ
 Por: Charlene Magalhães. 


A BOCA DO JUSTO É MANANCIAL DE VIDA




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“A boca do justo é manancial de vida, mas na boca dos perversos mora a violência.” Prov. 10:11.
Falava pouco, e dizia muito. Era o professor preferido. Quase não sorria. Sempre sério e circunspecto, movia-se com lentidão, como se estudasse cada passo que ia dar. Acho que hoje eu sublinharia cada frase dita por ele. Meu professor era uma fonte de sabedoria.

  Anos depois o encontrei novamente. Estava doente. Os anos tinham quebrantado o seu corpo, mas não afetaram a sabedoria de suas palavras.

 Ao escrever o devocional de hoje, lembro-me do meu velho professor. A boca do justo é um manancial de vida. O manancial é a fonte das águas. Será inesgotável enquanto recolher as gotas de chuva que molham a terra. Se não chover, o manancial acaba. A abundância de suas águas é consequência da chuva que vem de cima; portanto, se o manancial tivesse vida estaria sempre olhando para o céu, consciente de que ele é a origem de suas águas.

 Figura simples, mas profunda. Deus é a fonte da verdadeira sabedoria. Se você o procurar todos os dias, a sua vida se tornará fonte inesgotável. Suas palavras serão água para o sedento que agoniza no deserto deste mundo. Você será o oásis onde peregrinos cansados se deterão para receber encorajamento, palavras de ânimo e consolo. Por onde você for, será manancial de refrigério e fortaleza.

 Ao longo da vida tenho encontrado pessoas como o meu velho professor. As águas que bebi dessas fontes ajudaram-me a crescer, ensinaram-me a viver, e abriram os meus olhos para horizontes sem-fim. Foram instrumentos de Deus para mostrar-me o caminho.

 Beba hoje da fonte inesgotável que é Jesus, receba Suas bênçãos para ser uma bênção por onde for na jornada deste dia. Uma palavra sua, dita na hora certa e da maneira apropriada, pode mudar o rumo de muitas vidas.

 O resultado pode não ser visto hoje. Mas, um dia, quem sabe, alguém escreva acerca de você o que eu estou escrevendo do meu velho professor.

 Que hoje seja um dia de vitória: “A boca do justo é manancial de vida, mas na boca dos perversos mora a violência.”

Pastor Allejandro Bullon